Num tom bem intimista, o Quarterback do San Francisco 49ers, Jimmy Garopollo, bateu um papo com Joon Lee, repórter do Bleacher Report e falou sobre sua vida antes da faculdade, de seu tempo em Eastern Illinois, dos momentos que viveu com o New England Patriots e sobre seu momento com o novo time.
 
Durante seu período com a equipe de Boston, e principalmente nos meses que seguiram sua troca, Garopollo afirmou ter se sentido contente de não precisar responder às questões que o rodearam em se tratando da saída do time (como por exemplo o boato de que Tom Brady havia exercido influência para que a troca de Garopollo ocorresse).
 
Garopollo falou de sua relação com Brady e Belichick. Ao mesmo tempo que havia um tom Mestre/Pupilo em suas interações com Brady, a natureza competitiva das personalidades de ambos por muitas vezes os levava a não falar com o outro por alguns dias.

Foto: John Wilcox
 
“Se eu jogar basquete com meu melhor amigo, 1×1, se nós dois estivermos comprometidos demais, no final vamos odiar um ao outro. É como acontece. Todos os bons competidores tem isso. A gente se dava bem, mas sempre tinha vezes que queríamos nos matar.” Brady deu até conselhos sobre finanças, comportamento no vestiário e mulheres a seu reserva, que afirma reproduzir, mesmo em outro time, de forma mais fiel que pode a maioria dos hábitos adquiridos assistindo o número 12, tanto dentro quanto fora de campo.
 
Já em se tratando de Bill Belichick, Garoppolo diz ter criado uma ligação especial com o homem: “Ele é diferente do que é com a mídia. Ele tem um senso de humor seco, quase rude. De vez em quando ele botava vídeos com os seus piores momentos nos treinos (…) Em qualquer posição, sempre tem várias pessoas te incentivando e falando coisas boas, então todo mundo precisa se situar.”
 
Tanto Belichick quanto Brady recusaram-se a comentar as afirmações do Quarterback que por três anos e meio planejava um dia, talvez, vencer Brady na competição para QB #1.
Garoppolo até chegou a acreditar que iria parar em Cleveland, mas parte dele torcia para uma permanência em New England, mesmo sabendo da superioridade de Brady em seus primeiros anos na liga. Durante o tempo que esteve com os Patriots, tudo que podia fazer era dizer repetidamente a si mesmo que era melhor que Brady e com o tempo condicionar-se o suficiente para começar a acreditar que aquelas palavras eram de fato verdade.

Foto: Kyle Terada-USA TODAY Sports
 
Hoje, com um dos três maiores salários da liga, o Quarterback olha para frente visando um Super Bowl com seu novo time, e até John Lynch, GM de San Francisco, parece só ter elogios para seu novo jogador. Em apenas três jogos como titular, John já havia se convencido de que Garoppolo era mesmo o futuro da franquia e de que a mentalidade competitiva que ele trouxe de uma família com 3 irmãos reforçada pela cultura dos Patriots certamente desempenhariam um papel vital no time, assim como havia acontecido com a equipe anterior.
 
“Ter um cara tão talentoso quanto Jimmy ao redor (…) provavelmente fez de Brady melhor. É isso que os grandes fazem,” foram as palavras do GM.
 
No auge de seus 26 anos, Garoppolo começa sua segunda temporada como titular de um time (se contarmos os quatro jogos de suspensão de Tom Brady) e trás consigo um recorde de oito vitórias em seu oito primeiro jogos como titular. Tal feito só é superado por Big Ben em sua temporada de calouro nos Steelers.
 
Por fim, mesmo que soe clichê, Garoppolo permanece humilde e pé no chão, dizendo a Joon Lee que o objetivo é tentar ganhar um Super Bowl e melhorar a cada dia que passa.
 
Como dizem, “Você sai de perto de Belichick, mas Belichick não sai de você,” não é mesmo?
 
Fonte: http://bit.ly/2LjqvRF
 
Por Flavia Guimarães (Instagram: @Flaviabrightside Twitter: @Flashbrightside)
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